A TOCHA DA VIDA (A DESPEDIDA DE JUANJO E AS BOAS-VINDAS DE ÓSCAR)

Madrid, 18 de agosto de 2011

Enquanto o mundo voltava sua atenção à chegada do Papa Bento XVI a Madrid, a humilde Família Vicentina celebrava uma eucaristia muito especial. E não só porque se celebrava no marco das Jornadas Mundiais da Juventude senão porque seu fim último era celebrar o adeus do Padre Juan José González, “Juanjo”, como Diretor Nacional de Juventudes Marianas Vicentinas, assim como a nomeação de seu sucessor Padre Óscar Muñoz.

Não carece dizer que foi uma celebração cheia de emoção, de lágrimas ao recordar os oito anos de serviço de Juanjo à Associação, e de novos desafios para um diretor tão jovem como entusiasta.

Ambos puderam compartilhar suas emoções com as quase 400 pessoas que lotaram a capela do Colégio Imaculada. Centenas de jovens da JMV, Filhas da Caridade, companheiros Lazaristas, membros do MISEVI ou da Medalha Milagrosa, assim como de outros ramos da Família Vicentina. Ninguém quis perder essa festa. O Diretor General, Pe. Gregory Gay presidiu a eucaristia junto a quase vinte companheiros da Congregação da Missão.

Foi um ponto corrente o que aconteceu entre os anos de serviço à JMV e o que deve ser um futuro carregado de novos e emocionantes desafios. Juanjo controlou a emoção ainda que sua homilia sincera, cheia e exposta a partir do coração tocou profundamente todos os assistentes. “Valorizo destes oito anos, sobretudo às pessoas que conheci. Tive a oportunidade de encontrar a jovens que são extraordinários. Por isso, tenho que agradecer a Deus pelos encontros que tive com tantas pessoas. Foram oito anos de muito trabalho e mudanças na Associação, mas foi maravilhoso”, explicava.

Incidiu em um aspecto a se ter em conta: “Durante este tempo estive vinculado à Igreja espanhola. A partir de fora se valoriza a JMV mais do que nós mesmos o fazemos, assim que Óscar, digo-te que fomentes a auto-estima”.

Juanjo não pode ocultar seu amor incondicional pela Missão. “Estive enamorado das comunidades missionárias, é a menina dos meus olhos, como já o sabem, ainda que a Linha da Concepção também. Tenho que dar graças a Deus pelos jovens missionários e a aqueles que conheci realizando seus serviços”.

Aproveitando sua despedida, o já ex-diretor nacional da JMV, reconheceu suas limitações neste duro caminho. “Recebi mais do que pude dar, assim que peço perdão por não haver sabido estar à altura e peço desculpa aos que ofendi”.

O relevo em si esteve simbolizado por una tocha que o Juanjo passou ao Óscar rodeado de todas as delegadas e presidentes das províncias da JMV Espanha. Antes disso, o novo diretor nacional pode por sobre a mesa da associação quais são seus sentimentos.

O Padre Óscar reconhecia estar nervoso. “A grande pergunta desses dias era si eu estava nervoso, e como me a fizeram tantas vezes, ao final as pessoas conseguiram que eu esteja, mais quando colocamos a nossa vida nas mãos de Deus, Ele sempre nos surpreende”.

Com esta primícia, Óscar contou sua emotiva história desde que começou, há 20 anos nas Juventudes Marianas Vicentinas. E é que o novo diretor nacional mamou da Associação desde criança, ha vivido o processo catecumenal a partir da base e agora parece viver um sonho quando afronta este novo cargo. “Somos um membro de um corpo que é a Igreja e quero que saibam que coloquei nas mãos da Virgem a Associação. Vivi momentos chaves nos últimos meses e tenho claro que si queremos que JMV seja importante, nós nos o temos que crer”, assegurava.

O Padre Óscar teve a infinita sorte de poder orar e apresentar aos pés do altar, onde a Santíssima Virgem apareceu a Santa Catarina Labore no então 18 de julho, toda esta mudança que está transformando sua vida. Contou que há apenas um mês esteve na Rua du Bac oferecendo à Virgem todos os membros que formam esta Associação.

Talvez não fizesse falta, porque segundo Pe. Gregory Gay, “A JMV está melhor do que nunca. Talvez não tenhamos o número de antes, mas a qualidade é enorme. Por isso, tenho que dar as graças a Juanjo por tudo o que ele fez”. O Superior Geral também teve palavras para o novo

diretor, a quem pediu que pusesse em pratica seu discurso.

A história viva da Associação esteve acompanhanda a Juanjo e a Óscar em um dia muito especial. A partir do eterno Jesus Maria Lusarreta, a Luis Laborda (ambos foram diretores nacionais), históricos missionários da Associação, as anteriores presidentas nacionais, irmãs e adultos, jovens que cresceram junto a Juanjo e que agora ajudarão a Óscar para que o caminho não pare.

Já ao término da celebração, os membros da equipe nacional da JMV entregaram um presente a Juanjo e compartiram com o resto dos participantes uma emotiva coleção de imagens nas quais se pode comprovar o carinho que lhe professa esta Associação e as pessoas que a formam.

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